Para começar a sequência de posts sobre a viagem que fiz com minha amiga Vanda pelo Sul em Outubro deste ano, vamos falar de Curitiba. Mas, dividido em duas partes: A primeira vez que visitei a cidade (Setembro de 2012) e desta vez como primeiro destino do Mochilão (30/09 a 02/10/2017).
Feriadão de 7 de Setembro de 2012:
A minha primeira ida a Curitiba foi em companhia das minhas recém-amigas-e-colegas de trabalho Vanda e Manu. Decidimos ir no feriadão de 7 de setembro porque outras datas não cabiam no orçamento e na agenda. Foram somente três dias, mas deu para conhecer bastante a cidade. Claro, não o suficiente, porque não tínhamos experiência em organizar roteiro e faltaram algumas atrações turísticas (sempre falta). Chegando lá, pegamos um ônibus executivo que tem parada quase em frente ao Hostel. Na época, a passagem era R$ 10 (Em 2017, está R$ 15).Optamos em nos hospedar no Hostel Roma, filiado à rede HI (Hostelling Internacional), que preza uma boa estadia com um bom preço custo/benefício. Por isso, sempre confio nos albergues e pousadas que possuem certificação HI. Entendo que as pessoas sempre ficam meio apreensivas com Albergue, mas garanto que a qualidade do Roma é superior a muitos hotéis econômicos por aí. Na época, decidimos pegar um quarto privativo (também não confiávamos 100% em albergues. rs). O bom do Roma é a localização (fica no Centro da cidade e bem próximo (10 minutos) da Rodoviária), tem transporte público e um shopping (sempre bom ter um shopping por perto, né? rs).
1º DIA: Em Curitiba, existe um ônibus direcionado aos turistas, o Linha Turismo, que funciona quase todos os dias (exceto às segundas). O valor na época era R$ 27, e você poderia reembarcar 4 vezes durante o trajeto. São 25 pontos turísticos, e por isso é uma “mão na roda” para quem tem pouco tempo ou não tem carro alugado. A grande sacada foi achar aqueles pontos que estão bem próximos ao outro e ir andando algumas vezes pra economizar o ticket, e assim conseguimos entrar em 5 pontos turísticos. Os visitados foram:

- Jardim Botânico: Bonito, conservado e muito visitado. Vale a pena passear por lá todas as vezes que você for à Curitiba. “Além da estufa que lembra o antigo Palácio de Cristal de Londres, dos jardins geométricos e do bosque de mata nativa, o lugar abriga o Museu Botânico, com espécies que são referência nacional. O Museu ainda tem espaço para exposições, biblioteca e auditório.”
Um bom lugar para passear. Um evento lá deve ser muito bonito.“Com estrutura tubular e teto transparente, a Ópera de Arame é um dos símbolos emblemáticos de Curitiba. Inaugurada em 1992, acolhe todo tipo de espetáculo, do popular ao clássico, e tem capacidade para 1.572 espectadores. Em meio a lagos, vegetação típica e cascatas, faz parte do Parque das Pedreiras juntamente com a Pedreira Paulo Leminski, que desde 1989 é cenário para a encenação da Paixão de Cristo e outros grandes eventos. A Pedreira pode abrigar, ao ar livre, 20.000 pessoas.”
- Parque Tanguá (bem próximo a Opera de Arame): Eu particularmente adorei esse lugar! Se você tiver disposição, dá para ir andando da Ópera de Arame até o Parque. São aproximadamente 30 minutos e algumas ladeiras. rs. Mas vale a pena pra economizar um ticket!
“Inaugurado em 1996, faz parte do projeto de preservação do Rio Barigui, juntamente com o Parque Tingui e Barigui. Destacam-se no parque duas pedreiras, unidas por um túnel de 45m, que pode ser atravessado a pé por uma passarela sobre a água. Possui pista de cooper, ciclovia, mirante, lanchonete e o Jardim Poty Lazzarotto. Considerado um dos melhores locais para apreciar o pôr do sol em Curitiba.”
Quando fomos em 2012 não me informei sobre a existência da Pedreira, e quando voltamos neste ano (2017) estava em obras. Então, acho que precisaremos ir mais uma vez para completar o passeio. rs.
- Santa Felicidade: O melhor lugar (e mais caro) para almoçar!! Mas como sempre tem aquele dia de comer bem na viagem, valeu muito. Fomos ao recomendado Velho Madalosso. Eu não lembro o que comi, mas que saí feliz, saí (exceto com a conta, mas o que uma hora extra não cura?rs).
“Santa Felicidade é a primeira colônia de italianos de Curitiba, formada por imigrantes da região do Vêneto que chegaram ao Brasil em 1878. De suas tradições nasceram as atrações que caracterizam o bairro, como a grande quantidade de restaurantes típicos, as vinícolas e as lojas de artesanato e móveis de vime.”
Como somente almoçamos em Santa Felicidade, não deu tempo visitar outros pontos do bairro. Na viagem de 2017, tentamos descer em outras paradas dentro do bairro, mas por conta de ser domingo o ônibus não parou ou esquecemos de sinalizar que queríamos conhecer outros pontos além dos restaurantes.
Eu gostei, mas não gostei a ponto de voltar. A visão 360º é legal, mas o vidro atrapalha aquela foto especial que poderia tirar da cidade. Um exemplo é o Mirante do Encanto, em Itapema/SC (já coloquei na minha nova lista de atrações turísticas). Um Mirante com mais de 130 metros de altura, proporcionando um visual espetacular e com entrada gratuita. #Ficaadica
Somente vimos pela janelinha:
- Teatro Paiol, Parque Tingui, Memorial Ucraniano, Portal Italiano e Parque Barigui: Das duas vezes que passei por estes pontos (2012 e 2017) não deu vontade de descer. Tirei fotos de longe mesmo!
Outras paradas da Linha Turismo:
- Rota que incluía o “Passeio Público”, “Memorial Árabe”, “Centro Cívico'”, “Museu Oscar Niemeyer”, “Bosque do Papa”, “Bosque do Alemão”, “Universidade Livre do Meio Ambiente” e “Parque São Lourenço” estava fechada por causa do desfile de 7 de setembro e reforma no Museu.
- O passeio ao “Setor histórico”, “Rua das Flores”, “Praça Tiradentes”, “Museu Ferroviário” e “Paço da Liberdade” foi à pé. A “Rodoferroviária” conhecemos no passeio de trem, relatado a seguir. Já a “Rua 24 horas” ficou para 2017.
Como o lema era gastar e fazer hora extra depois, fomos comer no Madalozo (à beira do rio Nhundiaquara). Lá servia o rodízio de frutos do mar e uma demonstração da “virada do barreado”: o garçom prepara na hora, e a carne fica tão consistente que não desgruda do prazo. Aí a graça é virar o prato na cabeça do cliente. Nem sei como surgiu essa brincadeira ou costume, mas colocamos a Manu como vítima. rs. Ela ficou realmente preocupada com o penteado, mas deu tudo certo (foto ao lado retrata o desespero de Manu). Já pensou se cai? No mínimo, teríamos que ganhar um rodízio grátis. kkk. O restaurante é ótimo, mas vá preparado para levar uma “facada” no orçamento. rs.
As barraquinhas de Morretes também são ótimas, mas nada muito extenso para se passar um dia inteiro. Voltamos para Curitiba antes de anoitecer. Seguem algumas fotos de Morretes:
3º DIA: Quando passamos pelo Centro Histórico na Linha Turismo, percebemos que daria certo realizar este passeio à pé e no nosso último dia em Curitiba. Então, aproveitamos que era Domingo e fomos primeiro na “Feira do Largo da Ordem”. É uma boa pedida para você incluir no seu roteiro. Depois, conhecer o Centro histórico completou o nosso feriadão em Curitiba.
Primeiros dias de Mochilão: Outubro de 2017
Resolvemos começar a nossa extensa viagem por Curitiba por 2 motivos: a passagem de avião estava bem barata e ficaram alguns pontos turísticos sem visitação. A forma mais preguiçosa de começar o mochilão foi…não fazer do “estilo mochileiro”. A única coisa de mochileiro foi a hospedagem: Ficamos novamente no Hostel Roma, mas desta vez em quarto coletivo. Não tenho o que reclamar, qualidade sempre boa. Teimosamente, pegamos o ônibus executivo do aeroporto (novamente!)e foi aquela volta quase turística (ele faz praticamente metade do trajeto da Linha de Turismo) até chegar o nosso ponto. Em época de Uber e 99táxi, melhor rachar com os amigos e ir direto para o Hostel.Desta vez, somente tínhamos o domingo (01/10) para passear,e então fizemos algo bem simples e totalmente turístico: pegamos o ônibus Linha Turismo (agora custa R$ 45) e conseguimos visitar mais 4 pontos que não conhecíamos e retornar ao Centro histórico e ao Jardim Botânico (numa tentativa frustrada de ver o pôr-do-sol, pois ficou nublado). Os novos pontos visitados foram:
"O MON, como é conhecido, é um dos maiores museus da América Latina. Seu acervo abriga mais de 2.200 obras de artistas reconhecidos nacional e internacionalmente. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, sua estrutura de 35 mil m² se destaca entre 144 mil m² de área verde. O complexo é formado pelo prédio principal, projetado em 1967, o novo anexo, concebido em 2001 e inspirado na araucária, árvore de grande porte e símbolo do Paraná. A forma elíptica e as paredes de vidro desse novo anexo conferiram ao MON o carinhoso e popular apelido de “Museu do Olho”."
“Foi inaugurado em 13 de dezembro de 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, em julho do mesmo ano. Sua área, de 46 mil m², fez parte da desapropriação que envolveu a antiga fábrica de velas Estearina. As sete casas feitas de troncos são lembrança viva da fé e da luta dos imigrantes poloneses, contendo objetos como a velha carroça, a pipa de azedar, repolho e uma imagem da padroeira, a Virgem Negra de Czestochowa. O quadro da padroeira está na casa abençoada pelo Papa (foto), que serviu de capela no dia de sua visita. Em Curitiba, a imigração polonesa começou em 1871.”
- Bosque do Alemão: Foi a surpresa mais agradável do passeio!! Pois, você pensa que se trata de um portal, e bem atrás dele tem uma trilha (contando a história de João e Maria) muito legal e termina em um mirante (depois de vários lances de escada). Vale a pena descer nesta parada (se for na Linha Turismo) ou estacionar o seu carro. Aproveitamos para tirar muitas fotos!
“O bosque homenageia não apenas os imigrantes alemães como também o valioso legado da cultura alemã para a humanidade.”
Na minha avaliação pessoal, é uma mini-rua coberta com pequenos restaurantes, lanchonetes, lojas e bares que dizem funcionar 24 horas. no entanto, menos da metade estava funcionando. Por isso, vá lá, tire a sua foto e vá embora. Se estiver na Linha Turismo, não vale a pena descer.
Na segunda-feira (02/10), encaramos o propósito mochileiras e fomos caminhando para a Rodoviária, onde partimos para Blumenau. Nosso próximo post!!!
Fonte das descrições das atrações: http://www.turismo.curitiba.pr.gov.br/conteudo/linha-turismo/10
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