Chegamos ao sexto dia de Mochilão e no último destino de Santa Catarina: Florianópolis. A viagem de Joinville para Floripa dura em torno de 3 a 4 horas, dependendo do trânsito. A “ilha da magia” é bonita sim, mas bem “salgadinha” para o nosso bolso. Na maioria das cidades, você encontra preços mais acessíveis no Centro. No entanto, em Florianópolis, o Centro está no nível de quase zona sul do Rio de Janeiro (quem conhece sabe do que eu estou falando). Optamos em nos hospedar no Floripa Hostel, da rede HI, com o valor de R$ 50 (para associados/o valor normal é de R$ 59) no quarto coletivo feminino. Para ter acesso a estes e outros descontos, é necessário fazer um carteirinha de alberguista internacional válida por um ano. O valor é de R$ 40 e vale a pena quando você vai fazer uma viagem longa ou vai utilizar várias vezes durante um ano. O cadastro é realizado pelo site: http://hihostelbrasil.com.br/hipass/ . Vale lembrar que os albergues não possuem apenas quartos coletivos, há também privativos e familiares.
Voltando ao “Floripa Hostel”, fica em uma área residencial e próximo à rodoviária (caminhando dá uns 10 a 15 minutos). Na rua há somente uma padaria (bem carinha por sinal) e você tem que andar alguns quarteirões para achar um mercado ou restaurante. O hostel é aconchegante, mas achei os quartos coletivos bem apertados (pelo menos no andar feminino). Mas, tinham dois banheiros que davam conta do fluxo da mulherada. O bom de Florianópolis é que temos acesso às comodidades de uma cidade grande, como Uber, 99táxi e o Ifood. Sim, o Ifood funciona e “quebra um galho” quando não se tem restaurante barato por perto. No primeiro dia, somente deu para conhecer um pouco do “Beiramar Shopping” e ruas próximas. Este shopping passa longe de um bolso mochileiro, e se você tiver intenção de comer não sai de lá sem gastar uma boa grana que vai pesar no seu orçamento.
2º DIA: Reservamos o dia para reencontrar a nossa mais recém-amiga Milena (a conhecemos em Blumenau), que estava na sua última parada do Mochilão (também de 25 dias) e sozinha! Achei sensacional, pois muitos pensam ser algo perigoso, mas pelos relatos dela percebemos que não é. São muitas amizades e experiências que acumulamos pelo caminho. Bom, o dia não estava muito sugestivo à praia, mas fomos assim mesmo. Milena estava hospedada na Lagoa da Conceição (ao leste da Ilha), então resolvemos nos encontrar na Praia Mole (foto). É uma praia mais para surfistas, pois tem um vento bem favorável para as ondas. Exploramos um pouco a região das pedras e depois partimos para outra Praia: Joaquina. Uma fica relativamente próxima à outra, mas é necessário transporte (ônibus ou carro). Optamos em chamar um Uber, já que iria sair mais barato que um ônibus.
Na praia da Joaquina(foto à dir.) estava com muito vento também, mas o sol abriu e deu para tirar umas fotos. O nosso plano era conhecer mais praias, mas o tempo estava instável e a água bem gelada. Resolvemos ir almoçar na Lagoa da Conceição. Lá é um bairro bastante diversificado e à noite é sempre bem movimentado. Mas, neste dia só fomos almoçar em um PF que a Milena achou (Café dos Sonhos- Tibita, na Tv. Leopoldo João Santos, 21) próximo aos Correios. Não gastamos nem R$ 15 com um bom prato de comida e refrigerante. Para não perder o resto do dia, fomos andando ao terminal de ônibus e voltamos ao Centro de Florianópolis. Porém, pegamos a Linha que ia pela Beira-mar, e aí foi uma sofrência só. Tirando SP e o centro do Rio na hora do rush, nunca vi trânsito tão horroroso às três horas da tarde.
O resultado foi que ao chegar ao
centro de Floripa, a chuva chegou junto e só deu para sair correndo para o Mercado Público Municipal (foto). Lá é o paraíso das lembrancinhas. Pesquise bem, pois você vai achar os seus itens de lembrança para os amigos ou de acervo pessoal com preços bem em conta. Também há vários restaurantes para todos os gostos, mas a nossa visita limitou-se apenas para conhecer o lugar e fazer compras. E como a chuva continuou, só nos restou passar no supermercado para compras de itens de sobrevivência (água,biscoito e outras guloseimas) e voltar ao Hostel. A sugestiva noitada deu lugar ao sofazão da sala de descanso e à TV a cabo.
3º DIA: Quando a gente achou que o tempo ia melhorar, amanheceu nublado e com aspecto de que ia cair muita chuva. Então, usamos nossa fonte de informação que estava na praia do Campeche e lá a situação não estava diferente. Decidimos pelo “Plano B” que era conhecer o centro de Floripa com a nossa amiga de Salvador (Milena). Andamos pelo Centro Histórico e depois fomos ao Mirante da Praça Hercílio Luz. Fizemos todo o trajeto à pé e com nossas capinhas de chuva (que por sinal fizeram muito sucesso. rs).
Vejam algumas fotos do Centro: A figueira centenária, o Museu Histórico de Santa Catarina e o calçadão da Felipe Schmidt
Mas, antes de seguir para o Mirante, encontramos um pequeno restaurante chamado Vitória (R. Conselheiro Mafra, 704) para almoçar. O buffet lá é liberado e com refri litrão dividido pagamos R$ 14,80. Finalmente algo bom e barato no centro de Floripa! Fica na mesma direção do mirante, então foi comer e seguir a caminhada.
Vejam algumas fotos do Mirante da Praça Hercílio Luz:

Confesso que Floripa me agradou muito e quero voltar um dia, mas com muito sol e calor para aproveitar e conhecer todas as suas praias. É uma cidade limpa e relativamente segura (pois no Brasil não há lugar 100% seguro). Como voltou a chover, somente nos restou retornar ao Hostel e planejar pelo menos uma saída na última noite na Ilha. Mesmo com uma chuva fraca, pegamos um táxi e subimos (e descemos) a pequena serra para jantar com a Milena em Lagoa da Conceição. Lá à noite realmente é muito agitado e tinha até um espaço com food trucks. Escolhemos a lanchonete “Querubim” (R. Henrique Veras do Nascimento, 255) que serve o hambúrguer mais gigante que já comi. kk. Você não sai de lá sem consumir menos que R$ 30. Mas o importante é que a noite foi agradável e deu pra gente se despedir da nossa recém-amiga mochileira Milena, que estava acabando a sua jornada.
4º DIA: Foi a manhã mais chuvosa dos dias em que ficamos em Florianópolis. O nosso ônibus para Santo Ângelo (Rio Grande do Sul) somente sairia 19h30 da rodoviária, então pedimos uma meia diária para poder ficar descansando e só observando a chuva pela janela. Optamos pelo Ifood para o nosso almoço, e só deixamos o hostel por volta das 18h. Florianópolis é uma cidade bem organizada, com um trânsito estranho, vários terminais de ônibus que dão um “nó” na cabeça de quem não está acostumado e um custo de vida bastante alto. Fiquei muito curiosa para conhecer mais, mas como tínhamos várias cidades para explorar foi preciso seguir em frente e encarar uma longa viagem ao Sul (bem Sul mesmo) do Brasil. Até o próximo post!
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