segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Minha história com albergue

 

Há algumas semanas tenho comentado sobre os albergues do Brasil no meu instagram e no canal do Youtube "Ivy na Estrada". Resolvi então fazer um resumo da minha experiência em alguns albergues do Brasil.

Quando você vai escolher uma hospedagem precisa levar em consideração vários aspectos. Eu não excluo nenhuma opção de hospedagem, seja hotel, pousada, aluguel temporada ou hostel/albergue. Na maioria das vezes o que me leva a optar por albergue é a questão econômica, praticidade ou localização. Quando o assunto é viajar sozinha, ficar em um hostel também é a melhor opção. 

Como conheci o conceito de albergue?

Quando se trata de viajar, as melhores fontes de indicações são os seus amigos viajantes e a internet. Na época que comecei as minhas aventuras a internet não era tão recheada assim de conteúdo (no máximo em sites específicos), então a opção do amigo viajante foi  essencial. Uma amiga minha me apresentou o mundo da hospedagem econômica e comecei a explorar este universo de oportunidades. Sendo assim, o albergue foi minha primeira experiência em hospedagem há muitos anos atrás.

O primeiro hostel

Eu e mais duas amigas resolvemos escolher a baixa temporada para conhecer a cidade de Nova Friburgo/RJ. Ficamos em um quarto coletivo feminino, mas com o hostel estava com poucos hóspedes aí ficou praticamente um quarto privativo para nós três. Me senti muito bem com essa ideia de "hospedagem compartilhada", pois não tinha passado nem mesmo pela experiência da hospedagem convencional. 

O hostel tinha café-da-manhã gratuito, piscina e transfer da rodoviária em um charmoso fusquinha 😊. Apesar de ser um afiliado à Hi Hostel, eu ainda não tinha conhecimento dos benefícios desta rede. Para os curiosos, o albergue que eu fiquei foi o "Alê Hostel" que hoje se chama Hotel Alê.

A importância do albergue/hostel em viagens longas


Planejar uma viagem com mais de uma semana de duração pode gerar um alto custo no seu orçamento, principalmente quando o meio de hospedagem escolhido for um hotel ou pousada de mais de duas estrelas. Neste quesito, o albergue/hostel é a lugar ideal para incluir nos seus planos de viagem. Além de tarifas econômicas, o albergue possui a opção de cozinha aberta para aquele dia da viagem que você quer economizar ou está exausto(a) demais para ir a um restaurante. Imagina no caso dos mochileiros que colocam a economia em 1º lugar?escolha certa.

Em quais momentos escolhi este tipo de hospedagem?

Viagem com amigos, sozinha ou mochilão. Estes foram meus principais motivos para escolher o albergue/hostel. Mas ainda falta levar a minha família para conhecer este meio de hospedagem, pois muitos deles possuem acomodações e atrativos convidativos para grupos e família.

Viagem solo em hostel: quarto compartilhado ou privativo?

Viajar sozinha é uma das experiências mais incríveis na vida. E por isso, 
eu recomendo um lugar acolhedor com algumas pessoas que estão na mesma situação: um hostel. Mesmo que você seja uma pessoa tímida ou que não se dá bem com todo mundo, vai no mínimo achar graça da situação e achar alguém para conversar. Não há problema se a sua insegurança de ficar em quarto compartilhado for tão grande a ponto de pagar a mais por um privativo, pois em algum momento (nem que seja só no café-da-manhã) você vai interagir com outras pessoas.

Muita gente tem medo de viajar sozinha, principalmente mulheres. Mas garanto que se bem planejada a viagem vai ocorrer sem nenhum problema. Geralmente, os funcionários dos albergues estão preparados para estas hóspedes e vão auxiliar em tudo que for necessário. Por isso, é importante que você sinalize para o estabelecimento que está sozinha e certifique de deixar os seus contatos familiares na recepção. Se por acaso o meio de hospedagem não oferecer cadastro, providencie imediatamente uma mudança para outro albergue. O princípio da hotelaria é ter o cadastro dos seus hóspedes nem que seja em uma ficha impressa e catalogada. Minhas aventuras foi em terreno nacional, mas mal posso esperar a hora de fazer uma solo internacional.

Quer ver os vídeos do meu canal sobre hostel?

5 situações inusitadas que já vivi em um hostel





Conheça um hostel por dentro



segunda-feira, 20 de julho de 2020

Minha experiência no Jalapão

Recentemente falei muito sobre o Jalapão lá no instagram e realizei um bate-papo com o guia e empresário Flávio Ribeiro (proprietário da agência Norte Tur). Mas faltou escrever sobre a minha experiência no Jalapão e tirar algumas dúvidas (caso haja alguma) e incentivar você a planejar a sua aventura neste lugar incrível em 2021.

Meu grupo

Consegui duas amigas dispostas a encarar essa aventura comigo, mas não estavam muito por dentro do que poderia ser. Com muita pesquisa na internet tivemos uma ideia de por onde começar. O ano era 2013 e o nossa ideia era poder ir ao Jalapão no carnaval de 2014 (Março/14). Então foi muita conversa, planejamento e força de vontade.

Como planejei meus gastos? 

Confesso que quando recebemos o orçamento da viagem foi um susto, mas ao mesmo tempo foi prático para que pudéssemos decidir se valeria a pena ou não investir nesta viagem. Então, começamos o planejamento em Agosto de 2013. Como o Jalapão na época do carnaval é super disputado (só tinham 18 vagas na agência dele), tínhamos que decidir como organizar as finanças. O nosso pagamento tinha que ser dividido da seguinte forma: 25% de entrada e o restante no dia da assinatura do contrato em Palmas (25% em dinheiro e o restante parcelado no cartão de crédito). 

Com estas contas na ponta do lápis, o próximo passo foi procurar passagens áreas e a hospedagem em Palmas/TO. Por causa do carnaval, conseguimos as passagens por 680,00 (ida/volta) em setembro/13. O Flávio indicou lugares para hospedagem e reservamos no Carvalho´s Hotel em Janeiro de 2014. Conseguimos duas diárias (um dia antes da expedição e no último dia) por R$ 320 em quarto triplo.Antes da viagem,depositamos os 50% solicitados. Então, antes do dia de embarcar para Palmas já tínhamos pago 34% do valor total estimado para toda a viagem. A solução para os gastos restantes foi economizar os 26% a serem gastos durantes a viagem e parcelar os 40% restantes. Se você não tem uma reserva de viagem, seus gastos podem se estender por mais cinco a seis meses após a viagem, que foi o nosso caso. Mas hoje em dia já temos mais controle sobre isso.

Quer saber como juntar dinheiro para sua aventura? veja esse vídeo no meu canal: https://www.youtube.com/watch?v=RSZv4-3h46g

Como foi a nossa expedição?

A nossa expedição foi de quatro dias. Chegamos em Palmas na sexta-feira de carnaval e voltamos pra casa na quarta-feira de cinzas. Nestes dias conseguimos visitar algumas paradas obrigatórias no Jalapão:


Cachoeira da Sussuapara







"Também chamado de vereda, gruta ou cachoeira, trata-se de uma fenda de 60 metros de comprimento e 15 metros de altura, com uma queda d’água envolta por samambaias e musgos. Ao longo do trajeto surge uma sucessão de pequenas quedas, formando piscinas naturais de águas frias. Fica a 12 km de Ponte Alta."

Há uma trilha de 100 metros para chegar ao local. Não tivemos coragem de entrar na fenda da cachoeira, mas valeu a pena apreciar o lugar. 


Pedra Furada

Próximo a Sussuapara tem a Pedra furada, ideal para apreciar o pôr-do-sol fascinante do Jalapão.


"Um gigantesco conjunto de blocos areníticos esculpidos pelos ventos há milhões de anos reina solitário na paisagem. Os três buracos feitos na rocha e sua beleza cênica dão um toque mítico ao atrativo. Do topo da Pedra Furada é que se avista o Morro Solto, um paredão rochoso, arredondado, perdido no meio do nada."

Cachoeira da Velha

Nesta parada tem uma trilha que leva do receptivo à Cachoeira da Velha. Uma belísssima queda d´agua para se apreciar e fazer vários clicks. 

 "Essa é a maior cachoeira do Parque do Jalapão e, infelizmente, o nado não é permitido nas proximidades da queda d’água, por causa da intensidade da correnteza. Ainda assim, é um ambiente refrescante e muito bonito de se observar, tanto da passarela quanto do mirante que foram construídos nas proximidadesSão duas quedas d’água com cerca de quinze metros de altura ao longo de sua extensão." Saindo de lá, você segue uma trilha que te leva a prainha do Rio Novo. Uma boa parada para banho.

Dunas do Jalapão
Sim, todo aquele cenário da novela e do "Globo Repórter" é bem real e bem melhor ao vivo. Dá vontade de passar o dia todo lá, mas lá tem um tempo de visitação.

"As Dunas são a marca mais famosa de Jalapão, formada pelos depósitos arenosos que caem das serras e morros dos arredores, formando uma paisagem digna de ser um cartão postal. A visitação é aberta, dentro do horário de 6 da manhã até as 18 horas e 30 minutos."

Cachoeira do Formiga

É uma cachoeira de águas cristalinas, com uma parte mais funda e outra mais rasa. Deu para aproveitar um pouquinho, mas logo começou a chover. 
Esta "cachoeira se localiza em São Félix do Tocantins, assim como a Cachoeira das Araras, que fica mais para oeste." Então, verifique se este local está incluso em sua expedição.




Os Fervedouros

 

Com certeza é uma das atrações mais procuradas do Jalapão."O que acontece quando uma nascente cercada por árvores cria uma piscina natural, com uma corrente constante de água partindo do solo? O resultado são águas encantadoramente cristalinas e que não deixam ninguém afundar com facilidade."
Realmente, tirar fotos debaixo d´água é uma missão quase impossível. rs. Você estranha no primeiro fervedouro, mas depois acaba se acostumando e querendo cada vez mais. Nesta expedição conseguimos conhecer três. Hoje em dia há muitos outros catalogados para visitação. 



Serra do Espírito Santo

É uma atividade opcional (pago à parte), mas vale muito a pena se você estiver disposto a subir 500 metros e uma quase escuridão (geralmente a subida ocorre de madrugada para presenciarmos o nascer do sol). Porém, neste dia o sol não quis aparecer e só deu  para tirar fotos da paisagem e da nossa cara de sono. rs. Na descida, começou a chover e deu um pouco de tensão. Mas deu tudo certo.

Na época, pagamos 75,00 por pessoa. O valor altera dependendo da quantidade de pessoas.

As belezas do capim dourado

Entre uma comunidade e outra você vai ser hipnotizando com a beleza das peças do capim dourado, feitas pelos próprios moradores.

A "característica principal é a cor que lembra a do ouro. O capim dourado brilha ainda mais em setembro e é colhido até novembro. As “joias” produzidas do capim movimentam o artesanato da região o ano inteiro. São pulseiras, brincos, chaveiros, bolsas, cintos, vasos, brinquedos e peças de decoração, entre outros. Para evitar a extinção do capim, a regulamentação do Tocantins proíbe a saída do material "in natura" da região. Somente as peças já produzidas pela comunidade local podem ser comercializadas."

Então foi isso, uma resumão da nossa aventura no Jalapão. Se você ficou interessado(a) e quer planejar sua expedição para 2021, entra em contato pelo e-mail mecontai@gmail.com ! 

BAÚ DO BETO: JÁ COMEMOREI O MEU ANIVERSÁRIO NO BETO CARRERO WORLD!

  Planejar meu aniversário é uma das coisas que mais amo na vida! E no ano de 2014, resolvi comemorar na minha recente paixão: Beto Carrero ...