segunda-feira, 20 de julho de 2020

Minha experiência no Jalapão

Recentemente falei muito sobre o Jalapão lá no instagram e realizei um bate-papo com o guia e empresário Flávio Ribeiro (proprietário da agência Norte Tur). Mas faltou escrever sobre a minha experiência no Jalapão e tirar algumas dúvidas (caso haja alguma) e incentivar você a planejar a sua aventura neste lugar incrível em 2021.

Meu grupo

Consegui duas amigas dispostas a encarar essa aventura comigo, mas não estavam muito por dentro do que poderia ser. Com muita pesquisa na internet tivemos uma ideia de por onde começar. O ano era 2013 e o nossa ideia era poder ir ao Jalapão no carnaval de 2014 (Março/14). Então foi muita conversa, planejamento e força de vontade.

Como planejei meus gastos? 

Confesso que quando recebemos o orçamento da viagem foi um susto, mas ao mesmo tempo foi prático para que pudéssemos decidir se valeria a pena ou não investir nesta viagem. Então, começamos o planejamento em Agosto de 2013. Como o Jalapão na época do carnaval é super disputado (só tinham 18 vagas na agência dele), tínhamos que decidir como organizar as finanças. O nosso pagamento tinha que ser dividido da seguinte forma: 25% de entrada e o restante no dia da assinatura do contrato em Palmas (25% em dinheiro e o restante parcelado no cartão de crédito). 

Com estas contas na ponta do lápis, o próximo passo foi procurar passagens áreas e a hospedagem em Palmas/TO. Por causa do carnaval, conseguimos as passagens por 680,00 (ida/volta) em setembro/13. O Flávio indicou lugares para hospedagem e reservamos no Carvalho´s Hotel em Janeiro de 2014. Conseguimos duas diárias (um dia antes da expedição e no último dia) por R$ 320 em quarto triplo.Antes da viagem,depositamos os 50% solicitados. Então, antes do dia de embarcar para Palmas já tínhamos pago 34% do valor total estimado para toda a viagem. A solução para os gastos restantes foi economizar os 26% a serem gastos durantes a viagem e parcelar os 40% restantes. Se você não tem uma reserva de viagem, seus gastos podem se estender por mais cinco a seis meses após a viagem, que foi o nosso caso. Mas hoje em dia já temos mais controle sobre isso.

Quer saber como juntar dinheiro para sua aventura? veja esse vídeo no meu canal: https://www.youtube.com/watch?v=RSZv4-3h46g

Como foi a nossa expedição?

A nossa expedição foi de quatro dias. Chegamos em Palmas na sexta-feira de carnaval e voltamos pra casa na quarta-feira de cinzas. Nestes dias conseguimos visitar algumas paradas obrigatórias no Jalapão:


Cachoeira da Sussuapara







"Também chamado de vereda, gruta ou cachoeira, trata-se de uma fenda de 60 metros de comprimento e 15 metros de altura, com uma queda d’água envolta por samambaias e musgos. Ao longo do trajeto surge uma sucessão de pequenas quedas, formando piscinas naturais de águas frias. Fica a 12 km de Ponte Alta."

Há uma trilha de 100 metros para chegar ao local. Não tivemos coragem de entrar na fenda da cachoeira, mas valeu a pena apreciar o lugar. 


Pedra Furada

Próximo a Sussuapara tem a Pedra furada, ideal para apreciar o pôr-do-sol fascinante do Jalapão.


"Um gigantesco conjunto de blocos areníticos esculpidos pelos ventos há milhões de anos reina solitário na paisagem. Os três buracos feitos na rocha e sua beleza cênica dão um toque mítico ao atrativo. Do topo da Pedra Furada é que se avista o Morro Solto, um paredão rochoso, arredondado, perdido no meio do nada."

Cachoeira da Velha

Nesta parada tem uma trilha que leva do receptivo à Cachoeira da Velha. Uma belísssima queda d´agua para se apreciar e fazer vários clicks. 

 "Essa é a maior cachoeira do Parque do Jalapão e, infelizmente, o nado não é permitido nas proximidades da queda d’água, por causa da intensidade da correnteza. Ainda assim, é um ambiente refrescante e muito bonito de se observar, tanto da passarela quanto do mirante que foram construídos nas proximidadesSão duas quedas d’água com cerca de quinze metros de altura ao longo de sua extensão." Saindo de lá, você segue uma trilha que te leva a prainha do Rio Novo. Uma boa parada para banho.

Dunas do Jalapão
Sim, todo aquele cenário da novela e do "Globo Repórter" é bem real e bem melhor ao vivo. Dá vontade de passar o dia todo lá, mas lá tem um tempo de visitação.

"As Dunas são a marca mais famosa de Jalapão, formada pelos depósitos arenosos que caem das serras e morros dos arredores, formando uma paisagem digna de ser um cartão postal. A visitação é aberta, dentro do horário de 6 da manhã até as 18 horas e 30 minutos."

Cachoeira do Formiga

É uma cachoeira de águas cristalinas, com uma parte mais funda e outra mais rasa. Deu para aproveitar um pouquinho, mas logo começou a chover. 
Esta "cachoeira se localiza em São Félix do Tocantins, assim como a Cachoeira das Araras, que fica mais para oeste." Então, verifique se este local está incluso em sua expedição.




Os Fervedouros

 

Com certeza é uma das atrações mais procuradas do Jalapão."O que acontece quando uma nascente cercada por árvores cria uma piscina natural, com uma corrente constante de água partindo do solo? O resultado são águas encantadoramente cristalinas e que não deixam ninguém afundar com facilidade."
Realmente, tirar fotos debaixo d´água é uma missão quase impossível. rs. Você estranha no primeiro fervedouro, mas depois acaba se acostumando e querendo cada vez mais. Nesta expedição conseguimos conhecer três. Hoje em dia há muitos outros catalogados para visitação. 



Serra do Espírito Santo

É uma atividade opcional (pago à parte), mas vale muito a pena se você estiver disposto a subir 500 metros e uma quase escuridão (geralmente a subida ocorre de madrugada para presenciarmos o nascer do sol). Porém, neste dia o sol não quis aparecer e só deu  para tirar fotos da paisagem e da nossa cara de sono. rs. Na descida, começou a chover e deu um pouco de tensão. Mas deu tudo certo.

Na época, pagamos 75,00 por pessoa. O valor altera dependendo da quantidade de pessoas.

As belezas do capim dourado

Entre uma comunidade e outra você vai ser hipnotizando com a beleza das peças do capim dourado, feitas pelos próprios moradores.

A "característica principal é a cor que lembra a do ouro. O capim dourado brilha ainda mais em setembro e é colhido até novembro. As “joias” produzidas do capim movimentam o artesanato da região o ano inteiro. São pulseiras, brincos, chaveiros, bolsas, cintos, vasos, brinquedos e peças de decoração, entre outros. Para evitar a extinção do capim, a regulamentação do Tocantins proíbe a saída do material "in natura" da região. Somente as peças já produzidas pela comunidade local podem ser comercializadas."

Então foi isso, uma resumão da nossa aventura no Jalapão. Se você ficou interessado(a) e quer planejar sua expedição para 2021, entra em contato pelo e-mail mecontai@gmail.com ! 

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